quinta-feira, 29 de novembro de 2012
STF termina cálculo de penas dos 25 réus do julgamento do mensalão
Se nada mudar, 13 réus devem ir para a cadeia. O delator do mensalão, ex-deputado Roberto Jefferson, foi beneficiado com a redução da pena por ter colaborado com as investigações.
Na quarta-feira (28), o Supremo Tribunal Federal terminou o cálculo das penas dos 25 condenados após quatro meses de julgamento. E se nada mudar, 13 réus devem ir para a cadeia. Os ministros devem fazer alguns ajustes nas penas.
E o delator do mensalão teve a pena reduzida. Os ministros entenderam que graças à colaboração dele os envolvidos no esquema foram identificados.
O delator do mensalão, ex-deputado Roberto Jefferson, foi condenado a 7 anos de prisão e multa de R$ 720 mil por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele se livrou do regime fechado porque, de acordo com a lei, condenados a menos de oito anos podem começar a cumprir a sentença em regime semiaberto.
Jefferson foi beneficiado com a redução da pena por ter colaborado com as investigações. “Roberto Jefferson prestou sempre, desde as primeiras declarações, colaboração fundamental, em especial ao informar os nomes de outros autores da prática criminosa”, disse o ministro relator e presidente do STF, Joaquim Barbosa.
O deputado João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara, que foi acusado de receber R$ 50 mil para beneficiar empresas de Marcos Valério, foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, além de multa de R$ 380 mil.
“É fato que o réu João Paulo Cunha reuniu-se com Marcos Valério na residência oficial da Câmara dos Deputados exatamente na véspera do pagamento da propina. Me parece quase que uma profanação neste caso, usar a casa oficial para negociar propina”, disse Barbosa.
O ex-assessor do PTB, Emerson Palmieri, condenado a 4 anos, teve a pena transformada em pagamento de multa: 150 salários mínimos e a perda dos direitos políticos. O mesmo aconteceu com José Borba, que foi deputado pelo PMDB. Ele terá que pagar multa de 300 salários mínimos.
Na semana que vem, os ministros devem decidir se José Borba, que hoje é prefeito de Jandaia do Sul, no Paraná, vai perder o cargo imediatamente. O Tribunal ainda tem que definir como será a perda de mandato dos três condenados que ainda são deputados.
No julgamento, que começou em agosto, 25 réus foram condenados. Entre eles, o ex-ministro José Dirceu, que pegou 10 anos e 10 meses de prisão, O ex-presidente do PT, José Genoíno, foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão. A pena do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, ficou em 8 anos e 11 meses.
A maior pena foi a do operador do mensalão, Marcos Valério, condenado por cinco crimes: 40 anos e 2 meses de prisão. Outros quatro condenados ligados a Valério também tiveram penas altas. Ramon Rollerbach, Cristiano Paz, Simone Vasconcelos e Rogério Tolentino.
Os ministros também condenaram integrantes do Banco Rural. A ex-presidente e dona do banco, Kátia Rabello, o ex-diretor José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, que também era diretor do banco.
O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão. Também foram condenados os sócios de uma corretora que recebeu dinheiro para repassar a parlamentares: Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado.
O ex-deputado do Partido Progressista Pedro Correa, e, do mesmo partido, Pedro Henry, que ainda é deputado, e o ex-assessor João Cláudio Genu foram condenados.
O ex-presidente do antigo PL, atual PR, o deputado Valdemar Costa Neto, pegou 7 anos e 10 meses de prisão. Ainda foram condenados: o ex-deputado Romeu Queiroz, do PTB, o ex-deputado do antigo PL Bispo Rodrigues, e o ex-tesoureiro Jacinto Lamas.
Mais uma fase encerrada de um julgamento histórico.
Felipão aproveita base de Mano, mas abre espaço para experiência
Novo técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari não vai simplesmente jogar no lixo o trabalho de seu antecessor, Mano Menezes. Ao mesmo tempo, o treinador também deixou claro como dará seu toque pessoal no comando da equipe: abrindo as portas do time para jogadores experientes que foram riscados das convocações anteriores. Ele falou sobre o assunto na manhã desta quinta-feira, durante sua apresentação no novo cargo, ocorrido na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.
Scolari foi confirmado nesta quinta-feira como o novo técnico da Seleção Brasileira - Foto: Daniel Ramalho / Terra
“A Seleção é jovem sim, mas tem outros jogadores experientes que podem voltar e melhorar isso” afirmou Felipão. “Claro que nós não vamos começar do zero. Isso não existe. Nós vamos pegar uma Seleção que foi trabalhada, examinar alguns nomes e um ou outro nome deverá ser mudado. A partir desta base uma ou outra coisa deverá ser mudada.”
Inicialmente, o treinador evita falar em nomes. “Nós só vamos começar a discutir nomes mais adiante. Quem não estiver convocado, eu não falo. Quando convocarmos para o dia 6 de fevereiro (amistoso com a Inglaterra, em Wembley), poderemos ter aí alguns nomes que vocês vão concordar ou discordar”, afirmou, citando o jogo que marcará sua reestreia à frente da equipe verde e amarela.
Um dos atletas a que Felipão se referia era Ronaldinho Gaúcho, cujo nome foi citado em uma pergunta feita ao técnico. O meia do Atlético-MG fez um bom Campeonato Brasileiro e é alvo de grande admiração do treinador. Os dois trabalharam juntos na Seleção Brasileira campeã mundial em 2002 e, naquela época, Scolari já antecipava que o jogador logo seria escolhido o melhor do mundo.
Felipão também deixou claro que seu time terá Neymar como referência. “Cada uma das grandes seleções do mundo tem um craque. Nós temos o nosso”, disse o técnico, que minimizou a falta de experiência internacional do jogador do Santos, frequentemente criticado por não repetir na seleção suas atuações no clube.
“A maioria dos jogadores disputa campeonatos muito fortes, começando pelo nosso Campeonato Brasileiro. Podem não ter jogado Copa do Mundo, mas quando se é jovem se tem uma virtude que é até mais importante que a experiência, a vontade. Todos eles sabem o que significa ser campeão do mundo em uma Copa no Brasil. Seria um dos maiores títulos da história”, explicou Felipão.
Confirmado oficialmente na manhã desta quinta-feira como novo técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari já mandou um recado claro ao assumir o cargo. Segundo ele, o Brasil tem "obrigação" de conquistar o título da Copa do Mundo de 2014 por estar jogando em casa.
"É bom que fique claro: temos a obrigação, sim, de buscar o título. Hoje, não somos favoritos, mas pretendemos nos tornar favoritos. Vamos trabalhar para isso", afirmou Felipão, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira, no Rio, quando assumiu oficialmente o cargo.
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"Tenho um privilégio que poucos tiveram", afirma Parreira
Com a experiência ter sido pentacampeão mundial em 2002, Felipão foi contratado pelo presidente da CBF, José Maria Marin, para substituir Mano Menezes, demitido na última sexta-feira. Junto com ele, chega o tetracampeão Carlos Alberto Parreira, que será coordenador.
Atualmente com 64 anos, Felipão evitou fazer muitas comparações com a sua primeira passagem pela seleção. "Me sinto mais motivado, mais jovem, em condições de assumir o cargo. Acho que as dificuldades podem ser um pouco diferentes, mas são parecidas", avaliou o treinador.
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Para ajudar, ele já tratou de pedir o apoio do torcedor brasileiro nessa caminhada até o Mundial de 2014. "A ideia é fazermos novamente uma composição, em um ambiente em que haja envolvimento entre a seleção e a população para chegarmos confiantes na Copa", disse Felipão.
Ao falar sobre seus planos para o time, Felipão disse que irá promover uma sequência natural do trabalho feito até agora por Mano, mas que, aos poucos, vai implantando seu estilo. Ele aproveitou para defender a jovem geração do futebol brasileiro, especialmente Neymar.
Sem adiantar nomes de possíveis convocados, Felipão revelou que tentará mesclar juventude e experiência no grupo brasileiro. "A seleção é jovem, mas tem outros jogadores experientes que podem dar sua contribuição. E fazer com que a seleção não seja tão jovem", explicou.
A estreia de Felipão no cargo será no dia 6 de fevereiro, em amistoso contra a Inglaterra, no Estádio de Wembley, em Londres - "Será muito bom jogar lá", disse o treinador. Depois, o Brasil ainda deve fazer mais quatro jogos antes da Copa das Confederações em junho.
Dois amistosos já estão marcados, ambos em junho. No dia 2, o Brasil enfrenta a Inglaterra, no Maracanã. No dia 9, será a vez de jogar contra a França, no Mineirão. E a CBF ainda tenta usar as duas datas reservadas pela Fifa em março para jogos de seleções
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O deputado João Paulo Cunha considerou injusta a pena de 9 anos e 4 meses e multa de R$ 380 mil impostas a ele
Na quarta-feira (28), o Supremo Tribunal Federal terminou o cálculo das penas dos 25 condenados após quatro meses de julgamento. E se nada mudar, 13 réus devem ir para a cadeia. Os ministros devem fazer alguns ajustes nas penas.
E o delator do mensalão teve a pena reduzida. Os ministros entenderam que graças à colaboração dele os envolvidos no esquema foram identificados.
O delator do mensalão, ex-deputado Roberto Jefferson, foi condenado a 7 anos de prisão e multa de R$ 720 mil por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele se livrou do regime fechado porque, de acordo com a lei, condenados a menos de oito anos podem começar a cumprir a sentença em regime semiaberto.
Jefferson foi beneficiado com a redução da pena por ter colaborado com as investigações. “Roberto Jefferson prestou sempre, desde as primeiras declarações, colaboração fundamental, em especial ao informar os nomes de outros autores da prática criminosa”, disse o ministro relator e presidente do STF, Joaquim Barbosa.
O deputado João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara, que foi acusado de receber R$ 50 mil para beneficiar empresas de Marcos Valério, foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, além de multa de R$ 380 mil.
“É fato que o réu João Paulo Cunha reuniu-se com Marcos Valério na residência oficial da Câmara dos Deputados exatamente na véspera do pagamento da propina. Me parece quase que uma profanação neste caso, usar a casa oficial para negociar propina”, disse Barbosa.
O ex-assessor do PTB, Emerson Palmieri, condenado a 4 anos, teve a pena transformada em pagamento de multa: 150 salários mínimos e a perda dos direitos políticos. O mesmo aconteceu com José Borba, que foi deputado pelo PMDB. Ele terá que pagar multa de 300 salários mínimos.
Na semana que vem, os ministros devem decidir se José Borba, que hoje é prefeito de Jandaia do Sul, no Paraná, vai perder o cargo imediatamente. O Tribunal ainda tem que definir como será a perda de mandato dos três condenados que ainda são deputados.
No julgamento, que começou em agosto, 25 réus foram condenados. Entre eles, o ex-ministro José Dirceu, que pegou 10 anos e 10 meses de prisão, O ex-presidente do PT, José Genoíno, foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão. A pena do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, ficou em 8 anos e 11 meses.
A maior pena foi a do operador do mensalão, Marcos Valério, condenado por cinco crimes: 40 anos e 2 meses de prisão. Outros quatro condenados ligados a Valério também tiveram penas altas. Ramon Rollerbach, Cristiano Paz, Simone Vasconcelos e Rogério Tolentino.
Os ministros também condenaram integrantes do Banco Rural. A ex-presidente e dona do banco, Kátia Rabello, o ex-diretor José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, que também era diretor do banco.
O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão. Também foram condenados os sócios de uma corretora que recebeu dinheiro para repassar a parlamentares: Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado.
O ex-deputado do Partido Progressista Pedro Correa, e, do mesmo partido, Pedro Henry, que ainda é deputado, e o ex-assessor João Cláudio Genu foram condenados.
O ex-presidente do antigo PL, atual PR, o deputado Valdemar Costa Neto, pegou 7 anos e 10 meses de prisão. Ainda foram condenados: o ex-deputado Romeu Queiroz, do PTB, o ex-deputado do antigo PL Bispo Rodrigues, e o ex-tesoureiro Jacinto Lamas.
Mais uma fase encerrada de um julgamento histórico.

http://www.paraiba.com.br/static/images/noticias/normal/1347741104722-jose-dirceu.jpg
PT decide não expulsar Dirceu e outros condenados e diz não temer delação premiada
31/10/2012 | 16h36min
O presidente do PT, Rui Falcão, descartou ontem qualquer possibilidade de expulsão do partido dos condenados no julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. O ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do partido, José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o deputado João Paulo Cunha (SP) já receberam condenações.
Embora o estatuto do partido determine a expulsão de filiados condenados "por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitado em julgado", a norma não será usada pela legenda. "Nenhum deles está incluído (na punição). Não houve desvio administrativo. Quem aplica o estatuto somos nós. Nós interpretamos o estatuto", disse Falcão.
O presidente do PT afirmou não temer novas declarações do empresário Marcos Valério em eventual acordo de delação premiada na Justiça. "Nós do PT não temos nada a temer. É uma decisão dele (Valério)", disse.
Falcão participou ontem da comemoração da edição 5 mil do jornal do PT na Câmara dos Deputados. O jornal é editado pela bancada petista na Casa.
No evento, o presidente do PT afirmou que o partido quer contribuir para ampliar a liberdade de expressão no País. "Que a informação não seja privilégio de poucos, mas de fortalecimento da democracia", discursou.
Livres da condição de réu no processo do mensalão, os ex-deputados Professor Luizinho (PT-SP) e Paulo Rocha (PT-PA) reapareceram na Câmara durante a cerimônia petista. Os dois foram absolvidos pelo STF da acusação pelo crime de lavagem de dinheiro.
"Estou com o sentimento de ex-presidiário. Eu fui julgado, condenado. Fui punido, cumpri pena e agora fui libertado. Mas ainda sinto o preconceito que existe na sociedade contra todos os ex-presidiários", disse Luizinho, líder do governo na Câmara em 2005, quando estourou o escândalo do mensalão. Nos últimos sete anos, Luizinho não ocupou outros cargos eletivos. "Estou sete anos fora da política. Os prejuízos foram todos", continuou. "A desonra, o sofrimento da minha família. Agora houve uma demonstração clara da minha honra, mas esse ônus nunca será reposto."
Ao contrário de Luizinho, Paulo Rocha evitou conversa. "Não vou falar nada. Ainda está no julgamento", repetia o ex-deputado, que em 2005 era líder do PT e renunciou ao mandato de deputado para fugir do processo de cassação
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