domingo, 10 de abril de 2011

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Após tragédia, ONG fará protesto contra armas em Copacabana
10 de abril de 2011  10h56  atualizado às 11h05

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Pessoas prestam homenagens em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio. Foto: Reinaldo Marques/Terra
Pessoas prestaram homenagens em frente à escola no sábado
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Após a tragédia que vitimou 12 crianças na última quinta-feira na escola Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, a organização não governamental (ONG) Rio de Paz fará neste domingo um protesto contra o tráfico de arma e munição em Copacabana. O ato acontecerá em frente à avenida Princesa Isabel a partir das 15h.
O grupo levará à praia 12 bandeiras brasileiras manchadas de tinta vermelha, que serão penduradas em varais, simbolizando as vítimas. O ato público será encerrado com uma expressão dramatizada de compaixão pelas famílias das vítimas. A ONG convida todos os cidadãos para o evento.
Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava pelo menos 10 dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.
Wellington atirou em duas pessoas ainda fora da escola e entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo

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